se reparo, paro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 by AlphaMale
Na roda gigante que se desenha no horizonte do bravo andarilho chamado Maiquel. Desenrola-se uma corda de salvação. À essa dá-se o nome de amizade.
Cheia de momentos em altos e baixos e perfilada de encontros no caminho dessa busca pelo Sol.
A vida me deu um Deus justo que faz parte de mim e de tudo que me habita, cerca e depende.
Esse Deus que é parte de tudo, também se encontra nas amizades sinceras que a gente colhe como pedras pra construir uma casa no fim da estrada.
Tenho os melhores amigos que o dinheiro não poderia comprar, ou pelo menos 99,9% deles não se deixam levar pelo dinheiro. Os que deixam é porque não são amigos. Estes eu deveria encaminhar ao Banco...
Nota que agora to escutando essa música, e desde o começo da manhã à estou escutando.
Por falar em música e essa é a coisa da qual eu mais gosto de falar, a coisa que eu mais gosto de fazer e que faço o dia inteiro, todos os dias. Música.
Todos os dias eu descubro uma banda, um cd, um show novo. Algo assim. Engraçado que eu recebi um e-mail pra dar uma conferida no Blog do Diego no LastFM, fala justamente sobre a descoberta, engraçado que a gente tem uma idade próxima e mesmo morando "no mesmo bairro" a pelo menos 10 anos comuns, a gente só veio a conhecer um ao outro por intermédio do Gordito, vulgo Rodrigo Gomes que é meu colega de empresa.

Temos, todos os 5 lóqui.. porque são Eu, Diego, Cristoxx e Walder além do Gordito, temos gostos musicais aproximados e pensamento parecido, isso eh claro até o alcool entrar nas mentes, porque depois disso fica um mais lóqui que o outro e ai já viu: é gordo keniano, dança na terra batida, palitinho na boca dos frito e por aí vai.

Mas descobrimos quase que numa mesma época os mesmos sons, passamos do vinil saudoso e nostalgico pro K7 gravado num duplo deck no fim de semana dos colegas. Chegamos ao CD em meados dos anos 90 até que o advento da Internet nos trouxe napster e afins que possibilitaram acesso quase que imediato e mais barato ao conteúdo disponível na rede, assim virando ávidos e vorazes consumidores de bits musicais.

A cada banda nova que se descobria, aparecia uma centena de novas numa cena distante num continente diferente e ao mesmo tempo ainda as garagens fervilhavam de novos amplificadores e baterias montadas por classe média enquanto nossa economia se ajustava ao plano real e crescia exponencialmente. É a mágica centelha do rock n roll imortal e inato nas mentes evoluídas. Música virtuosa, sincera e que agite é tudo que precisamos e queremos.

Assim surgiam fenomenos locais e mundiais que só a gente conhecia. Assim pela musica ou pelos finos dedos do meu Deus
A gente tem um conceito exacerbado do que é musica, mas isso eh exigência de mentes perturbadas pelo parnasiano gosto aristocrático ocidental. Gostamos do alternativo e do comercial, claro não declaradamente mas quando esse ultimo eh tragável, a gente escuta sim.
O Diego tem um modo meio gay de favorecer o Daniel Jones do Silverchair, mas é perdoado, o cara desde o Innocent Criminals manda muito bem no som...


Ademais meus caros dois leitores.. hahahah é isso. Dica de hoje é a latinha personalizada.

Clicando aqui voce pode produzir sua própria latinha e isso é demais, (sim sou mangol) mas eu coleccionava isso uns anos atrás e achei genial.

Eu olho para os lados e vejo sorrisos no rosto das pessoas que eu quero bem e penso, paro, reparo e sorrio também.
Meus caros amigos, que eu uno e faço conhecerem-se mutuamente, amem-se, isso eh belo, perene e infinitamente fortuito.
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It's friday i'm love

by AlphaMale
Não é difícil fazer brotar no meu rosto um sorriso solto....

Mas não é simples me fazer feliz. Sou como todo ser humano, muito exigente. Apesar da forma simples como eu levo as coisas, constantemente sou jogado no chão da realidade com toda debilitada saúde que me acompanha e a infinita sorte de confusões nas quais me meto tentando ajudar quem me cerca.

É minha obrigação afinal, que posso fazer se me sinto embalado por alguma força interior que me leva a querer bem todos os outros além de mim, mais que eu mesmo.
Me alimento da felicidade alheia e desvio nisso aquele olhar piedoso que a solitude sideral deita sobre a minha sacada, ajudando, fico repleto do espírito mais nobre que salva almas pelo caminho.

Já parei pra perder tempo vendo pássaros em bando na praia, é linda a sincronia do seu vôo e aquele pseudo espírito de união que os acompanha.

Queria, sem querer realmente, que a vida fosse mais simples, como uma música. Ou algumas delas, preferencialmente aquelas que podem explicar o sentido das pessoas te magoarem deliberadamente e sem sentido.

Se tudo fosse composto daqueles 4 minutos de harmonia, simples de serem entendidos e que se perdem nos ouvidos de quem atento fecha os olhos...

Tinha ontem, um sol envergonhado, escondido que só no rabo da vista me observava ir pra casa como de hábito, escutando música pelo meu celular, esse que hoje é praticamente um MP3 que as vezes recebe ligações.
Esse sol mesmo sem pronunciar qualquer palavra, iluminava a minha mente com ideias novas e produtivas. Ainda tenho esperanças nesse ano.

Ontem a noite brotou esse sorriso no meu rosto, uma música que eu dediquei pra alguém. Essa música teve, em diversos momentos da minha vida um significado especial. Ela me fez acreditar em mim e fez também que eu acreditasse em quem me estendia a mão. Ela te faz sentir que não se está sozinho e que pode contar com quem está por perto. Por muitas vezes quando nada parecia que poderia dar certo, eu escutava essa ali e essa outra junto com a minha filha que na época tinha alguns meses... lembro de como ela ficava atenta e deixava de chorar e isso me enchia de esperanças além de fazer acreditar naquela coisinha ali. Fazia querer viver por ela.

Não que eu precise de mais que isso pra viver mas ao dedicar essa música pra aquela pessoa dos olhos cor de trevo e ver que ela entendeu e percebeu a ideia que através dela eu tentei passar... Isso me alegrou, me fez sorrir. Saber que ela ainda luta pra ser feliz e que vai voltar a ser a menina dos olhos brilhantes que eu conheci, isso me faz feliz.

Quero deixar de suportar sozinho a inercia do tempo sobre as minhas costas e preciso e sinto que quero tanto quando nunca ser especial na vida de alguém.
Sei que as coisas estão se encaminhando pra um "começo" feliz, afinal, não seria um final feliz, já que a ideia da felicidade é começar...

Afinal, é sexta-feira e eu estou apaixonado.
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8 de janeiro [too much information]

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 by AlphaMale
Um dia qualquer na minha vida não fosse uma quinta feira.

Dia que precede a sexta e essa por sua vez o sábado, que promete ser bom, sei la porque eu....

Descobri ontem meio que sem querer o Too much information vale a pena ler [exige inglês mínimo, mas é até engraçado].


Mas voltemos ao título.
Hoje aniversariam, David Bowie, minha terceira maior influencia musical depois apenas do Elvis que também seria felizardo hoje, e do Kraftwerk, que foi uma das primeiras coisas que eu ouvi de sons sintéticos não instrumental.

Elvis meu lado rockeiro, desenvolvido, sexual, visceral, simplista e mundano, ligado à família, ao amor e a tudo que fraternalmente me cerca. Animais e elementos, ondas.

Bowie, meu lado filosófico, racional, experimentativo e viajante, eu ouso com Bowie, respiro com ele, sinto medo por ele e vivo como ele. Mudanças sem prazo e sem pressa, instintivamente motivado à ser feliz expondo-se ao maravilhoso mundo do risco, do perigo.

Ouvindo Elvis numa dessas rádios de Bar porto alegrenses que eu me tornei homem, tive minha primeira "experiência", chamo assim pois foi realmente um experimento, ela literalmente me experimentou e assim foi. Um banheiro dum restaurante à beira duma avenida qualquer e boom. Era perto do meio-dia e no rádio, Elvis, fui arrastado e usado, ê trem bom.

Depois vi Bowie ao vivo, sim eu posso dizer que o vi e não de muito longe em Berlim na turnê do London Boy @@.. meu maior sonho musical... simplesmente absoluto e perfeito ali.

Hoje ainda, tem o Graham Chapman, do Monty Python's Flying Circus, talvez a maior mídia humorística da minha geração, inteligente, seca, sarcástica e pejorativa. Didáctica como um papagaio morto ;).

Café por favor!!! Mas sem açucar que hoje eu to forte por natureza.

Minha faca na mão é pra cortar queijo e pão, matar a fome que toda manhã se desenha enrolada nas minhas tripas.

Sem saco pra falar do mundo, já fui até indarguido sobre o porque de desperdiçar meu tempo e o algum pouco talento que eu tenho falando na invasão da faixa de Gaza, do armistício europeu, da crise que abala a minha economia mãe-pátria. Das descobertas com células tronco...
Um sem fim de trivialidades mundanas.
Eu desconfio de tudo que eu posso compreender. E compreendo o mundo.. por isso nem me sinto digno de falar dele, prefiro tecer horas da minha personalidade Bomba relógio.
Saber que vai morrer e que vai doer e que é breve.
É algo que todo mundo deveria sentir.

Não me prendo à nada que possa me deixar ser livre, pertenço à mim e ao mundo todo que me quer.
Quando der eu explico.
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To cagando pra reforma ortográfica

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 by AlphaMale
Não quero nem saber, estou mais que resolvido e muito bem posicionado sobre como proceder.
Simplesmente não estou ligando. Sifudê como diria a Jordana. Eu levei anos e repito, muitos anos pra aprender um Português adequado e correto aceitável depois da minha alfabetização alemã.

Camões, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Assis, Hérnio, Quintana e uma pilha sem limites de traduções nativas editadas e revisadas além de revisitadas me embalaram os anos mais juventos e pueris onde ao invés da bola eu chutava paginas datilografadas, mimiografadas e rebatidas de Olivetti me fizeram aprender o idioma latino considerado o mais dificil de todos.
Não foi simples executar a missão de assimilar adjuntos, advérbios, generos, números, grau, interjeições, metanimia, hipérbole, tantas outras figuras de linguagem além do complexo vocabulário e das milhares de interpretações e sentidos que um sinonimo pode ter um único verbete.

Trema: queria nem precisar pensar em perder meu único resquício de nacionalidade na língua portuguesa... mas me recuso a deixar-te partir.. trema minha amada, nunca te deixarei.

Tchê, tem coisas que não dá mesmo. Não dá e eu não vou lutar, é parte em mim, latente que insiste que eu mantenha alguma tradição.

Eu não estava aqui quando a grafia de ontem era "hontem" muito menos nos tempos onde jogo do osso era baderna e fazia com que os policiaes relatassem aos paes dos baderneiros para que lhes arranjasse ocupação honesta logo não posso dizer que sou antiquado.
Apenas quero ser atemporal. OU como sempre OU, retardatário.
E tenho dito
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o destino nunca me deixa na mão

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 by AlphaMale
Bom,
Mesmo as previsões mais optimistas e brilhantes não dariam conta de que o acaso me traria tanta felicidade num par de olhos verdes.
Mesmo porque, eu que era o mais incrédulo, não confiava nos meus instintos que insistentemente queriam me provar que eu seria felizardo no rodar da vida. 2009 seria um ano promissor eu sentia, algo maravilhoso vai acontecer eu mesmo disse antes da meia noite, pretendia convencer todos ali de que algo grande se avistava num horizonte de incertezas e não sei se era resquício de um bom fim de 2008 ou simples esperança pagã covarde e cansada de sofrer.

Mesmo essa montanha russa na qual eu estou, sem cinto de segurança, não ofuscou o brilho daquele sorriso que me torcia o pescoço e me tornou ainda mais atento àquela voz calma e aquele riso solto e fácil de atenção à mim dispensada.
Foram horas, pareciam segundos, e ainda sim séculos. Como quando duas ondas de frequência diferente seguem a mesma direção com intensidade e intervalo múltiplo, são complementares, distintas e nem se percebem até que a mágica do intervalo continuo as aproxima e faz chocar numa única e silenciosa explosão, um intervalo sonoro, como o que precede todas as palavras que precisam ser ditas.

Queria não pensar na poesia como a comida mentirosa que alimenta os corações, mas como uma ponte cortando distancias, aproxima os suspiros notivagos que a lua testemunha.
A lua, ela é a lua.

Que posso eu fazer ou dizer, quem sou eu, to perdido, de novo. Não acreditava, repito, não era possível que tornasse a me sentir assim, mas aquelas palavras cheias de paixão me reviram o estômago suando as mãos causando ansiedade acelerando o coração.

Mesmo sem os olhares perdidos e as frases cheias de ternura, ela sabe que no meu coração de pedra, causou uma rachadura.
É bela a rima, imposta e imponente, é dum mundo lírico muito pessoal onde diferente da realidade que torna o apaixonado tão impotente.
É o poder de enfrentar o leão e ainda sim sentir a fraqueza que te impede de olhar no olho, querer perto. Querer com devoção como quando sente que todo mundo sumiu ao redor.

É ignorar o mundo e querer caminhar por ele sem rumo. É querer roubar pra si e arrepender-se do egoísmo de privar todo universo dessa existência magnifica.
É pensar besteira, rir por nada, é desconversar, perder tempo deitados num canto qualquer sob a sombra do olhar do mesmo Deus que aproximou estas duas almas num relance qualquer de tempo.

Tento não pensar, penso em agir, não sigo meus impulsos embora seja tudo que eu queira agora.

Vamos pra longe? Não muito que eu não possa ver minha casa, mas o suficiente pra eu não ser visto de lá.

Ah saco mesmo, me tira um pouco desse marasmo.

OU será que eu não posso esperar tudo isso, será que não foi nada?
A gente deve simplesmente se contentar em estar com alguém sem querer ser feliz, sem querer se surpreender, sem precisar rir??

devo me contentar com um nada seguido de vazio rodeado de coisa alguma?

eu ... penso que não...
afinal, não vai ser dessa vez que o destino vai me deixar na mão.
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