As diferenças entre uma gripe comum e uma moléstia dessas que arrebata e deixa de cama, é ocasião.
Assim como no dito da ocasião que faz o ladrão, ela também faz a vitima.
Vou explicar.
No dicionário formal aqui Sintoma é definido como uma alteração na percepção de "normal" que temos sobre nosso metabolismo, comportamento, tendencia ou assumitismo ( licença poética pra retratar comportamento civil).
Um sintoma é um fator subjetivo, alheio ao trivial, que denota mudança do estado habitual, traduzindo.
Ex; quando estamos facinados, felizes, extaziados de paixão, há brilho nos olhos. Sintomatica da hormonal feromonia presente no cérebro quando os seres estão repletos de desejo.
Explicação, denotei que: quando olhamos estáticos pra o pretendido ser, o amado ser, nossa glandula lacrimal providencia que nossos olhos sejam lubrificados de modo que não pisquemos e possamos mais diretamente olhar o alvo de nosso anseio.
Dai a ideia de ver-se refletido nos olhos de alguém.
O problema, está na ocasião em que o maior virus ou uma simples bactéria entram no organismo e isto se aplica no sentido de que, dadas especificas temperatura e ventilação, uma ou outra podem vir a ser nada, ou uma prematura finda'vida.
Diferente do que se possa pensar.. não é o virus, nem a gripe e nem muito menos ter ficado "de cama" igual mendigo atropelado.
A questão é que esta maldita gripe me deixou confuso e confundiu não minha cabeça, mas o meu mais importante elemento pro. O Olfato...
Senti cheiros, que nõ estavam lá.
Que caçador consegue se desvencilhar duma armadilha tão mordaz, sublime, concordo.
Mas nada bonito.;
Esse é um jogo que eu ainda não aprendi a jogar.
E sinceramente, não to mais com nenhuma vontade de apostar minhas fichas.
Você decide, você divide.
Sintoma - um virus sem cura, ou um inicio de resfriado???
terça-feira, 5 de maio de 2009
by AlphaMale
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Quem tem poder....
sexta-feira, 24 de abril de 2009
by AlphaMale
Para ler ouvindo: Switch
uma tarde amarela como só meus óculos permitiam ver.
Uma chuva fina de final do verão passava larga por entre os fios do meu cabelo ralo e comprido.
Eu caminhava passos curtos cuidando pra não pisar nos grãos de areia e cair.
Meu casaco pesado e verde militar que fora minha ultima grande compra me protegia do vento bem como um abraço de mãe.
Aqueles trocados sobrados da passagem do ónibus serviam nem pra matar a sede e eu caminhava pra casa.
- não to justificando minhas faltas, to completando minhas reticencias...
Pensei sempre que não queria ser um cara inconcluso. Mas não dava, essa mania de não conseguir terminar algo que começava.
Coisas soltas no meio da tarde.
Letras de canções muito nostálgicas pra terem sentido.
Poemas Quintanescos demais pra não serem plágio.
Projetos com dinâmica da temperatura, do ar e do som...
E lá vem elas de novo, as reticencias.
Sempre latentes, mais presentes que oxigenio...
Aliás, precisava respirar. Corri uma quadra quase, só pra ver se ainda conseguia. E badabin badaboom.
O lapso de tempo entre meus pensamentos parecia um tetraedro colorido, um caleidoscópio cheio de vida mas que parecia não ter mais fim.
Eu olhava de longe, atacava com os olhos, sedent já querendo saltar por sobre o corpo branco e luminoso. Os cabelos pretos e os olhos acuados, seria simples e fácil como sempre fora.
Um quarto, um pedaço minúsculo de qualquer acido e pronto.
Minhas mãos pareciam ter seus poros abertos, infestados de som, que passava pelas minhas fibras atravessando meus ossos por sob a pele, me preenchendo de uma felicidade tão tola, que me fazia flutuar uns poucos centímetros do chão.
Uma linha inteira da chave e era como se eu visse um furacão vindo na minha direcção.
Aquela imensa tempestade se anunciando e eu pronto, nu, de frente com os pés travados no chão pra suportar tudo que pudesse vir dali.
No olho do furacão e tudo girando ao meu redor.
Nessa viagem toda o tempo entrecortado de sinais vermelhos e calçadas de tijolo amarelo, atravessando faróis, neblina e noite.
Sim, nem sol havia naquela hora.
Aquelas altas horas, em chuva, nem sol, nem luz nenhuma que me pudesse mostrar onde o passo seguinte me levaria.
Ao final do túnel a luz pode ser um trem e pode ser o pica-pau fingindo ser um trem.
Quem sabe no começo eh mais fácil de perceber se a queda vai doer, ja que no fim, não vai dar mesmo pra comparar a dor.
- Eu acho que não devia ter complicado tanto, afinal, a coisa toda é muito mais simples, a maçã cai sempre perto da árvore, foi pura sorte o Newton estar ali...
Quais as minhas chances de que a maçã caia na minha?
Aquele magnetismo, aquele cheiro, a pele, o olhar. Era tudo tão sinergico, tão situado, complexo e instintivo. Eu não queria fugir, santo Cristo pela primeira vez eu não queria fugir.
Estava ali, pés e mãos atadas, caçador, predador superior sobre todos os outros, em plena rendição.
Sentados, sob a chuva, sobre o chão, falando sobre emoção. Entendendo menos do que seria possível e sentindo mais que o necessário. Os braços que circundavam.
Os abraços que não terminavam e era tudo mítico, parnasiano e cruel.
Eu lá, me sentindo pleno e repleto de mim mesmo.
Correu o tempo, a tarde cessou, o ocaso se encarregou de por fim ao meu devaneio, naquele longo passeio de ciranda.
Bom...
Cheguei em casa cedo, antes do que tinha previsto.
deitei cansado na cama.
Pensei em beber café, mas, a padaria estava fechada.
Peguei num papel qualquer num canto do quarto.
Rabisquei numa letra que só eu entendo:
-quem tem poder... que pare o tempo.
Quem pode ter, viva o momento.
Quem tem tempo, pode voar.
Quem pára no ar, pode ter tudo.
uma tarde amarela como só meus óculos permitiam ver.
Uma chuva fina de final do verão passava larga por entre os fios do meu cabelo ralo e comprido.
Eu caminhava passos curtos cuidando pra não pisar nos grãos de areia e cair.
Meu casaco pesado e verde militar que fora minha ultima grande compra me protegia do vento bem como um abraço de mãe.
Aqueles trocados sobrados da passagem do ónibus serviam nem pra matar a sede e eu caminhava pra casa.
- não to justificando minhas faltas, to completando minhas reticencias...
Pensei sempre que não queria ser um cara inconcluso. Mas não dava, essa mania de não conseguir terminar algo que começava.
Coisas soltas no meio da tarde.
Letras de canções muito nostálgicas pra terem sentido.
Poemas Quintanescos demais pra não serem plágio.
Projetos com dinâmica da temperatura, do ar e do som...
E lá vem elas de novo, as reticencias.
Sempre latentes, mais presentes que oxigenio...
Aliás, precisava respirar. Corri uma quadra quase, só pra ver se ainda conseguia. E badabin badaboom.
O lapso de tempo entre meus pensamentos parecia um tetraedro colorido, um caleidoscópio cheio de vida mas que parecia não ter mais fim.
Eu olhava de longe, atacava com os olhos, sedent já querendo saltar por sobre o corpo branco e luminoso. Os cabelos pretos e os olhos acuados, seria simples e fácil como sempre fora.
Um quarto, um pedaço minúsculo de qualquer acido e pronto.
Minhas mãos pareciam ter seus poros abertos, infestados de som, que passava pelas minhas fibras atravessando meus ossos por sob a pele, me preenchendo de uma felicidade tão tola, que me fazia flutuar uns poucos centímetros do chão.
Uma linha inteira da chave e era como se eu visse um furacão vindo na minha direcção.
Aquela imensa tempestade se anunciando e eu pronto, nu, de frente com os pés travados no chão pra suportar tudo que pudesse vir dali.
No olho do furacão e tudo girando ao meu redor.
Nessa viagem toda o tempo entrecortado de sinais vermelhos e calçadas de tijolo amarelo, atravessando faróis, neblina e noite.
Sim, nem sol havia naquela hora.
Aquelas altas horas, em chuva, nem sol, nem luz nenhuma que me pudesse mostrar onde o passo seguinte me levaria.
Ao final do túnel a luz pode ser um trem e pode ser o pica-pau fingindo ser um trem.
Quem sabe no começo eh mais fácil de perceber se a queda vai doer, ja que no fim, não vai dar mesmo pra comparar a dor.
- Eu acho que não devia ter complicado tanto, afinal, a coisa toda é muito mais simples, a maçã cai sempre perto da árvore, foi pura sorte o Newton estar ali...
Quais as minhas chances de que a maçã caia na minha?
Aquele magnetismo, aquele cheiro, a pele, o olhar. Era tudo tão sinergico, tão situado, complexo e instintivo. Eu não queria fugir, santo Cristo pela primeira vez eu não queria fugir.
Estava ali, pés e mãos atadas, caçador, predador superior sobre todos os outros, em plena rendição.
Sentados, sob a chuva, sobre o chão, falando sobre emoção. Entendendo menos do que seria possível e sentindo mais que o necessário. Os braços que circundavam.
Os abraços que não terminavam e era tudo mítico, parnasiano e cruel.
Eu lá, me sentindo pleno e repleto de mim mesmo.
Correu o tempo, a tarde cessou, o ocaso se encarregou de por fim ao meu devaneio, naquele longo passeio de ciranda.
Bom...
Cheguei em casa cedo, antes do que tinha previsto.
deitei cansado na cama.
Pensei em beber café, mas, a padaria estava fechada.
Peguei num papel qualquer num canto do quarto.
Rabisquei numa letra que só eu entendo:
-quem tem poder... que pare o tempo.
Quem pode ter, viva o momento.
Quem tem tempo, pode voar.
Quem pára no ar, pode ter tudo.
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sentido
segunda-feira, 20 de abril de 2009
by AlphaMale
não faz nenhum.
Pois fere mais que a prata.
Brilha mais que o ouro.
Enferruja como o ferro.
Escorre como o mercurio.
Resiste como o aço.
Vale mais que o bronze.
Veio das estrelas. Na calda do cometa. Trouxe tanto brilho quanto o sol.
Queimou mais que uma brasa.
E no fim. Não foi mais que um sonho....
Pois fere mais que a prata.
Brilha mais que o ouro.
Enferruja como o ferro.
Escorre como o mercurio.
Resiste como o aço.
Vale mais que o bronze.
Veio das estrelas. Na calda do cometa. Trouxe tanto brilho quanto o sol.
Queimou mais que uma brasa.
E no fim. Não foi mais que um sonho....
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um momento único
sexta-feira, 17 de abril de 2009
by AlphaMale
Uns tempos atrás, durante uma trip. Um anjo azul me levou a conhecer momentos e lugares não tangíveis fora da minha razão e dentro da minha mente.
Nesse momento, só dei as mãos á uma amada musa que mesmo distante, tira meu fôlego como se fosse o próprio momento da morte.
Naquela hora, vivi e ouvi uma voz que dizia pra mim mesmo como se eu falasse com ela:
Quando o amargo do comprimido virou doce na minha lingua eh como se o teu beijo tocasse as minhas papilas gustativas e no vento eu sentisse o teu abraço me refrescando e libertando.
Quando a musica tocou mais alto era o teu corpo que me levava e quando as luzes brilharam mais forte foi no teu olhar que eu me perdi.
Como posso eu, fera, manter selvagem meu espírito se ao te ver, bela, tu aquieta meu coração.
Nesse momento, só dei as mãos á uma amada musa que mesmo distante, tira meu fôlego como se fosse o próprio momento da morte.
Naquela hora, vivi e ouvi uma voz que dizia pra mim mesmo como se eu falasse com ela:
Quando o amargo do comprimido virou doce na minha lingua eh como se o teu beijo tocasse as minhas papilas gustativas e no vento eu sentisse o teu abraço me refrescando e libertando.
Quando a musica tocou mais alto era o teu corpo que me levava e quando as luzes brilharam mais forte foi no teu olhar que eu me perdi.
Como posso eu, fera, manter selvagem meu espírito se ao te ver, bela, tu aquieta meu coração.
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Análogos parte I
quinta-feira, 16 de abril de 2009
by AlphaMale
O amor e o café
-Devemos segurar a quem amamos, exatamente como à um copo de café quente,
Forte o suficiente pra não soltar, mas de leve pra não se queimar.
Se esfriar fica uma merda.
Se tiver muito açúcar ninguém consegue suportar mais que uns goles!!!
Se for amargo a gente so toma quando ta bêbado.
Quando tem adoçante, fica com gosto estranho mas mesmo assim ha quem beba e diga que faz bem.
Amizade e eletrodoméstico
Quando tá ali, a todo vapor é uma maravilha, se funciona a gente nem lembra que existe, mas basta dar um probleminha que tudo muda. Pouco importa se funcionou bem ou maravilhosamente bem por 5 anos, se parou de ser tão rápido, já não serve.
nota :
rótulos
servem bem pra remédios. Afinal pessoas nao podem ser dosadas.
__________________________________________________________________________________
-Devemos segurar a quem amamos, exatamente como à um copo de café quente,
Forte o suficiente pra não soltar, mas de leve pra não se queimar.
Se esfriar fica uma merda.
Se tiver muito açúcar ninguém consegue suportar mais que uns goles!!!
Se for amargo a gente so toma quando ta bêbado.
Quando tem adoçante, fica com gosto estranho mas mesmo assim ha quem beba e diga que faz bem.
Amizade e eletrodoméstico
Quando tá ali, a todo vapor é uma maravilha, se funciona a gente nem lembra que existe, mas basta dar um probleminha que tudo muda. Pouco importa se funcionou bem ou maravilhosamente bem por 5 anos, se parou de ser tão rápido, já não serve.
nota :
rótulos
servem bem pra remédios. Afinal pessoas nao podem ser dosadas.
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