Eu sou, aquela placa de PARE ali na esquina, te dizendo pra seguir.
Desculpe minha ignorância. Minha arrogância é sinal de emergência.
Minha prepotência é um mar de temperânça.
Minha indignação é sinal de dignidade.
Não vou me meter. Com coisas fúteis, palavras inúteis nem com idéias bastardas.
Gosto de frases com autor, de beijos sem amor, de dores de cabeça e copos meio cheios.
Sou dos medos mais estranhos, das perdas e dos ganhos sem recomeço sem recompensa.
Entre o estar e o ser eu prefiro o tornar-se.
Esses verbos, tantos. Todos assim conjugados.
Uns correm por pressa. Outros por prazer.
Uns correm de carro, outros de tênis.
Uns correm pros braços, outros pros abraços.
Moro naquela ilha cercada do mar de confusão. Nas imediações de lugar nenhum e como qualquer um estou sozinho e cercado de tanto "eu" que me perco nas idéias de todo mundo.
Eu sou uma chuva de balas perdidas.
Um vicio antigo que voltou.
Uma doença nova que você não tem.
Nem eu sei, nem você.
Impossibilidade
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
by AlphaMale
Não conseguia descrever, nem circulos perfeitos nem amores perfeitos.
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Era um balaio de sentimentos
by AlphaMale
Tinha ali velhos amores.
Amizades compradas.
Orgulhos feridos e saudades matadas.
Sonhos melosos e idéias frustradas.
Tinha orgulho novo, pimpão e sem causa.
Tinha inveja branca, risada amarela e solidão.
Tinha vergonha alheia e amor próprio.
Egoísmo e receio sem razão.
Indiferença, insensatez ignorância e estupidez.
Riqueza material, pobreza de espírito.
Tinha amor bonito. Tinha ódio de morte.
Tinha fé enferrujada ao lado da descrença amargurada.
Tinha derrota amargada e vitória roubada.
Acima delas brilhava uma sinceridade perene, uma verdade absoluta e uma mentira isolada.
Num cantinho ali embaixo, a miséria estava esgotada.
Diante delas todas, a beneplacencia, a complacência, a calma e inocência.
A mais rara delas a paz, estava em falta a tempos.
Eu aqui, parado, com alguns trocados no bolso, decidindo o que vou comprar pra minha vida.
Amizades compradas.
Orgulhos feridos e saudades matadas.
Sonhos melosos e idéias frustradas.
Tinha orgulho novo, pimpão e sem causa.
Tinha inveja branca, risada amarela e solidão.
Tinha vergonha alheia e amor próprio.
Egoísmo e receio sem razão.
Indiferença, insensatez ignorância e estupidez.
Riqueza material, pobreza de espírito.
Tinha amor bonito. Tinha ódio de morte.
Tinha fé enferrujada ao lado da descrença amargurada.
Tinha derrota amargada e vitória roubada.
Acima delas brilhava uma sinceridade perene, uma verdade absoluta e uma mentira isolada.
Num cantinho ali embaixo, a miséria estava esgotada.
Diante delas todas, a beneplacencia, a complacência, a calma e inocência.
A mais rara delas a paz, estava em falta a tempos.
Eu aqui, parado, com alguns trocados no bolso, decidindo o que vou comprar pra minha vida.
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Era uma quimera
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
by AlphaMale
Não porque fosse parte um e parte outro.
Mas porque não sabia onde começava nem onde ia terminar.
Cortava as palavras e as pessoas com precisão cirurgica. Entrava nas vidas como um anjo, saia como um sequestrador.
Violentava as idéias... corria pelas horas. Dormia nos cantos. Observava os passos calculando os sonhos.
Sonhava acordado e fazia juras.
Primitivo e promissor, tinha um futuro clássico.
Era sóbrio. Poderia escrever numa arvore ou rasgar um livro. Poderia matar o tempo ou curar as mágoas.
Tinha nas mãos mais que tesouras e agulhas... eram corações. Eram orações cheias de esperança.
Que esperavam por uma dança, como no primeiro baile de primavera.
Primtiva quimera.
Era assim um bicho estranho, com cara de santo e cauda de belezebu.
Destruia tudo que tocava pra poder reconstruir. Era arquiteto, engenheiro, de coisa alguma.
Era louco e as luzes não acompanhavam seu pensamento nem as vozes lhe alcançavam o ouvido.
Viu passar as horas e os dias como sombras rápidas com um sorriso psicótico e permanente na face.
Tinha medo de não ver. Vergonha de não amar.
Mas porque não sabia onde começava nem onde ia terminar.
Cortava as palavras e as pessoas com precisão cirurgica. Entrava nas vidas como um anjo, saia como um sequestrador.
Violentava as idéias... corria pelas horas. Dormia nos cantos. Observava os passos calculando os sonhos.
Sonhava acordado e fazia juras.
Primitivo e promissor, tinha um futuro clássico.
Era sóbrio. Poderia escrever numa arvore ou rasgar um livro. Poderia matar o tempo ou curar as mágoas.
Tinha nas mãos mais que tesouras e agulhas... eram corações. Eram orações cheias de esperança.
Que esperavam por uma dança, como no primeiro baile de primavera.
Primtiva quimera.
Era assim um bicho estranho, com cara de santo e cauda de belezebu.
Destruia tudo que tocava pra poder reconstruir. Era arquiteto, engenheiro, de coisa alguma.
Era louco e as luzes não acompanhavam seu pensamento nem as vozes lhe alcançavam o ouvido.
Viu passar as horas e os dias como sombras rápidas com um sorriso psicótico e permanente na face.
Tinha medo de não ver. Vergonha de não amar.
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Compre endo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
by AlphaMale
Sou, verbo transitivo. Direto.
Faço, quando quero. Quando quero.
Poupe seu tempo e o meu. É a lição mais importante de economia que eu posso dar.
O problema não tá no que eu sou. Mas no que querem que eu seja. Entende?
Me aceite como estou. Sempre vou mudar.
Se quiser emoção e aventura, compra um video-game. Sou humano, não tente me comprar.
Se quiser algo perene, compre uma pedra. Se quiser segurança, uma porta.
Se quiser sempre saber onde as pessoas estarão, compre peixes de aquário e se precisar de carinho, reze pra nascer um cachorro na próxima vida.
Você não pode ir pra padaria comprar pão e chegando lá pedir por sonhos. Sonhos fazem mal.
Pros dentes e pra cabeça. ;)
Ninguém sabe mais o que quer. Querem solução sem saber o problema. Querem cura pra qual mal?
Se não pode aceitar as regras, saia desse jogo.
Se já falhou uma vez, vai falhar sempre. O problema não é errar, é não reconhecer os seus erros.
Insistência e persistência não são sinônimos.
Não é errando que se aprende. Chamamos as falhas alheias de erros e as nossas de experiência de vida, mas isso só reflete nosso medo em aceitas as próprias deficiências.
Ainda acham que a resposta pro vazio que sentem, está em alguém além delas mesmas.
Somos criaturas completas. O problema tá em se sentir uno, completo, independente.
Não se vê mais individualismo. As pessoas são egoístas, não egocêntricas.
É uma questão de logística, preciso pôr as coisas em seu devido lugar.
Cobre mais de si mesmo, menos dos outros.
Ou isso ou se conforme em reclamar.
Faço, quando quero. Quando quero.
Poupe seu tempo e o meu. É a lição mais importante de economia que eu posso dar.
O problema não tá no que eu sou. Mas no que querem que eu seja. Entende?
Me aceite como estou. Sempre vou mudar.
Se quiser emoção e aventura, compra um video-game. Sou humano, não tente me comprar.
Se quiser algo perene, compre uma pedra. Se quiser segurança, uma porta.
Se quiser sempre saber onde as pessoas estarão, compre peixes de aquário e se precisar de carinho, reze pra nascer um cachorro na próxima vida.
Você não pode ir pra padaria comprar pão e chegando lá pedir por sonhos. Sonhos fazem mal.
Pros dentes e pra cabeça. ;)
Ninguém sabe mais o que quer. Querem solução sem saber o problema. Querem cura pra qual mal?
Se não pode aceitar as regras, saia desse jogo.
Se já falhou uma vez, vai falhar sempre. O problema não é errar, é não reconhecer os seus erros.
Insistência e persistência não são sinônimos.
Não é errando que se aprende. Chamamos as falhas alheias de erros e as nossas de experiência de vida, mas isso só reflete nosso medo em aceitas as próprias deficiências.
Ainda acham que a resposta pro vazio que sentem, está em alguém além delas mesmas.
Somos criaturas completas. O problema tá em se sentir uno, completo, independente.
Não se vê mais individualismo. As pessoas são egoístas, não egocêntricas.
É uma questão de logística, preciso pôr as coisas em seu devido lugar.
Cobre mais de si mesmo, menos dos outros.
Ou isso ou se conforme em reclamar.
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