Sempre são bons.
Mesmo pra quem prefere aquela chuva que silencia as ruas e deixa o chão refletindo as luzes dos postes de noite...
Ainda sim são lindas as manhãs onde a luz corta o escuro do quarto invadindo as janelas e definindo a silhueta dela...
Me apoiei num dos cotovelos pra olhar melhor por cima dos edredons e cocei o olho como normalmente faço quando acordo de bom humor.
Sem perceber estava sorrindo. Ainda mais raro.
Assim distraída sem compromissos com o cabelo bebendo café na minha caneca favorita. Vestindo com as mangas dobradas uma das minhas camisas, sentada no canto da janela eu via o calor do café sendo absorvido pelo nariz arrebitadinho e pontudo.
Observei ela por um par de segundos antes que ela me percebesse acordado e sorrisse pra mim.
Dois pães fumegando com queijo derretido me esperavam do lado dum copo de maracujá gelado junto à cama na direção pra qual ela apontou com os olhos.
Sem falar nada ajeitou o cabelo por trás da orelha como costumava fazer quando queria ficar em silencio e voltou à olhar qualquer coisa na rua enquanto sorvia mais uns goles do café.
Comi sem me preocupar com o horário percebendo no reflexo da janela a minha cara de bobo.
Nada me encheria mais de alegria que ser um relato do meu dia de hoje e não a menção de um trecho do sonho que tive...
Praticando
terça-feira, 22 de junho de 2010
by AlphaMale
me chamem de louco...
me deem uma camisa de força... BEM grande. Dupla que seja.
Quero jogar nela meu ego seguido por mim.
Qual homem entrega os pontos na mais decisiva partida da sua vida?
Tive dias felizes... os mais completos e animados risos.
Ainda vejo ela nas esquinas mais distraidas. O mesmo corte de cabelo que costumava usar, seus perfumes doces ainda me invadem os pulmões sempre que ponho o pé direito na frente do esquerdo.
Quis salvar seus olhos noutros rostos e ainda procuro por uma voz semelhante à dela em outras bocas mas é tão torturante pra mim como é pra qualquer um.
Nos meus sonhos ela me perdoa pelos erros que eu quis cometer e me ama pelo que sou calado, me admira pelo que falo e se apaixona pelo simples fato de que respiro ao seu lado....
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
by AlphaMale
To meio... hum, down... acho que isso define.
Não to lá muito feliz com algumas coisas mas isso é secundário e não o objetivo principal desta postagem.
Tava procurando por musicas de acordo com essa temperamental estadia e catei de prima a Nancy Sinatra que curto não de hoje.
Acabei por encontrar essa versão remixada de Shot me Down com Audio Bullys
Pensei com isso. Caralho, um clássico de boas décadas atrás totalmente eletronificado - isso existe Oo - e eu aqui, batendo o pé e curtindo numa boa essa versão.
Acho que nossa geração de fato teve influencias muito virtuais e eletronicas. Video games e afins.
Não to lá muito feliz com algumas coisas mas isso é secundário e não o objetivo principal desta postagem.
Tava procurando por musicas de acordo com essa temperamental estadia e catei de prima a Nancy Sinatra que curto não de hoje.
Acabei por encontrar essa versão remixada de Shot me Down com Audio Bullys
Pensei com isso. Caralho, um clássico de boas décadas atrás totalmente eletronificado - isso existe Oo - e eu aqui, batendo o pé e curtindo numa boa essa versão.
Acho que nossa geração de fato teve influencias muito virtuais e eletronicas. Video games e afins.
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espólios
quinta-feira, 20 de maio de 2010
by AlphaMale
Nasci pra ser passageiro.
Acho que aceito esse conceito desde que me entendo por gente. Ainda que isso talvez seja um reflexo da perda muito prematura de um ente querido, e talvez até por isso, eu já assimilei a coisa toda de non ad eternum.
Percebi ali que não importava o objetivo, se fossemos cegamente na busca de algo, seriamos sempre frustrados.
Há muito mais do que somente a linha de chegada.
Quem não consegue aproveitar a viagem, sequer deve fazê-la.
Tem gente que tem pressa, gente que se stressa e que acha que precisa chegar ao fim das coisas pra concluí-las e assim começar algo novo.
Acho que o mundo tá acelerando numa descida vertiginosa e sem precedentes num rumo insensível e automático demais pra tudo.
Ninguém mais aprecia as árvores no caminho até a praia, ninguém pensa no caminho de ir pra casa em nada mais que não seja chegar em casa.
Pessoas que já pensam em gozar assim que tiram a roupa. Que ficam imaginando o final do filme logo que começa a descrição do elenco.
Só quem procura compreender o começo e como ele se torna meio, chega ao fim sabendo o que aconteceu.
A gente procura explicação pra tudo, se perguntando apenas porque raios deu errado, baseando-se de que o erro foi recente. Que o que nos levou a falha imediata foi algo imediatamente anterior ao evento atual.
Mas não.
No meio do processo todo algo se perdeu, se desvirtuou e ali, sem que a gente percebesse a coisa desandou, mas como disse, na pressa pela linha de chegada a gente esquece de olhar pros lados.
Triste perceber que ninguém mais olha pela janela do trem de Porto Alegre. Que ninguém se pergunta quem já andou nessa rua antes que seus pés ali estivessem.
Quem já teria olhado esse mesmo por do sol antes de mim aqui sentado com meu chimarrão.
A vida é um ciclo, como tudo nela e ao redor dela.
As perguntas que eu me faço agora, alguém antes de mim já se fez e ainda que não tenha chego nem perto da resposta, longe mesmo como eu estou agora....
Não há motivos pra desistir de perguntar. O que importa não está no significado que fará, mas no caminho que levou até lá.
Pra chegar em qualquer lugar, importa mais o que se faz e por onde se vai.
Se você não sabe onde quer ir, tanto faz que caminho vai escolher.
Se você sabe qual seu objetivo, pare de se importar com ele. Pare de persegui-lo, preocupe-se com a forma de chegar até lá, e aproveite a viagem.
Acho que aceito esse conceito desde que me entendo por gente. Ainda que isso talvez seja um reflexo da perda muito prematura de um ente querido, e talvez até por isso, eu já assimilei a coisa toda de non ad eternum.
Percebi ali que não importava o objetivo, se fossemos cegamente na busca de algo, seriamos sempre frustrados.
Há muito mais do que somente a linha de chegada.
Quem não consegue aproveitar a viagem, sequer deve fazê-la.
Tem gente que tem pressa, gente que se stressa e que acha que precisa chegar ao fim das coisas pra concluí-las e assim começar algo novo.
Acho que o mundo tá acelerando numa descida vertiginosa e sem precedentes num rumo insensível e automático demais pra tudo.
Ninguém mais aprecia as árvores no caminho até a praia, ninguém pensa no caminho de ir pra casa em nada mais que não seja chegar em casa.
Pessoas que já pensam em gozar assim que tiram a roupa. Que ficam imaginando o final do filme logo que começa a descrição do elenco.
Só quem procura compreender o começo e como ele se torna meio, chega ao fim sabendo o que aconteceu.
A gente procura explicação pra tudo, se perguntando apenas porque raios deu errado, baseando-se de que o erro foi recente. Que o que nos levou a falha imediata foi algo imediatamente anterior ao evento atual.
Mas não.
No meio do processo todo algo se perdeu, se desvirtuou e ali, sem que a gente percebesse a coisa desandou, mas como disse, na pressa pela linha de chegada a gente esquece de olhar pros lados.
Triste perceber que ninguém mais olha pela janela do trem de Porto Alegre. Que ninguém se pergunta quem já andou nessa rua antes que seus pés ali estivessem.
Quem já teria olhado esse mesmo por do sol antes de mim aqui sentado com meu chimarrão.
A vida é um ciclo, como tudo nela e ao redor dela.
As perguntas que eu me faço agora, alguém antes de mim já se fez e ainda que não tenha chego nem perto da resposta, longe mesmo como eu estou agora....
Não há motivos pra desistir de perguntar. O que importa não está no significado que fará, mas no caminho que levou até lá.
Pra chegar em qualquer lugar, importa mais o que se faz e por onde se vai.
Se você não sabe onde quer ir, tanto faz que caminho vai escolher.
Se você sabe qual seu objetivo, pare de se importar com ele. Pare de persegui-lo, preocupe-se com a forma de chegar até lá, e aproveite a viagem.
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Nestes dias
quarta-feira, 5 de maio de 2010
by AlphaMale
Ano passado eu tinha mais cabelo, mais dinheiro, mais tempo, menos peso...
Ano passado eu tinha mais esperança, mais confiança e mais certeza que esse ano eu estaria de casa nova, de carro novo, com os velhos amigos e apaixonado de novo...
Ano passado, eu achei que mudaria tudo, que teria um ano diferente, que seria mais exigente comigo mesmo e menos com os outros.
Mas um ano passou desde lá.
Passou um ano sem novidades, sem novas amizades...
Passou meu medo de tentar, meus terços pra rezar e minhas horas pra dormir.
Passou um ano, e acho que só ano que vem, vou conseguir me mudar.
Ano passado eu tinha mais esperança, mais confiança e mais certeza que esse ano eu estaria de casa nova, de carro novo, com os velhos amigos e apaixonado de novo...
Ano passado, eu achei que mudaria tudo, que teria um ano diferente, que seria mais exigente comigo mesmo e menos com os outros.
Mas um ano passou desde lá.
Passou um ano sem novidades, sem novas amizades...
Passou meu medo de tentar, meus terços pra rezar e minhas horas pra dormir.
Passou um ano, e acho que só ano que vem, vou conseguir me mudar.
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