tão fácil perceber

terça-feira, 30 de junho de 2009 by AlphaMale
se faria no minimo necessário.
Pra não dizer inevitável....


Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota

Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota

Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça

Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa

Quando muito ainda pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol

Mas quando sempre é sempre nunca
Quando ao lado ainda é muito mais longe
Que qualquer lugar

Ôo, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Se a sorte lhe sorriu
Porque não sorrir de volta
Você nunca olha a sua volta

Não quero estar sendo mal
Moralista ou banal
Aqui está o que me afligia

Ôo, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis
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Um antídoto,

by AlphaMale
que não sei quando tomei ao certo mas..
Desse mal não sofro.
Consciência. Culpa.
To livre e eximido de quaisquer uma dessas moléstias.
Nunca tive problemas em assimilar qualquer sentimendo de comiseração após ter feito algo.
Já senti algum arrependimento, mas, não que isso tenha minimizado qualquer posterior delito.
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sincero como não se deve ser

by AlphaMale
Qual de nós nunca se pegou perguntando se não estava sendo aberto demais.
Verdadeiro demais. Sincero em demasia.
Abrindo os olhos, o coração, as mãos e os ouvidos ao mundo que não parece jogar esse mesmo jogo.

Será que eu me decepciono fácil ou realmente isto não está certo?
Toda hora, aperto F5.

Cada 3, 4 minutos eu me vejo atualizando a caixa de entrada de e-mails esperando um sinal um significado uma significancia.
Nada.
Bendita conexão, bendito imediatismo. Ansia.
Perdemos a magia, o brilho e a majestade.
4 canecas cheias de café. Continuo ignorando as regras novas da ortografia.
Lá fora tem Sol.

Mandei fazer outro dia de raiar, só pra te ver sorrir com o calor.
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Consequencia...

by AlphaMale
...Sem me importar com o barulho que faria, fechei o portão atrás de mim. A porta eu empurrei com o pé direito, enquanto o pé esquerdo abria a geladeira pra pegar uma lata de energético.
Tava guardando pro fim de semana, mas, ainda tem 23 latas. Uma só não me mata.
Dei um gole seco na garrafa com a tarja laranja. Acompanhado pelo "ahhhh" que etilico me salva, o siêncio que se desenrola após bebermos o veneno.

Com o fone de ouvido ainda estragado, escutava uma das músicas da seleção que eu tinha feito pra gente.
Joguei os fones no canto e desliguei o celular. Esse tá desligado até agora.
Apaguei a luz do corredor e subi a escada em caracol que leva pro meu quarto.
A chave joguei naquela gaveta que fica no canto, no chão.
Cruzei os braços atrás da nuca e cai pesado no colchão que está jogado no chão.
Tirei os tênis, cada um com o pé oposto, chutando longe só pra descontar o descontentamento e liguei a TV com o pé mesmo.
Fiquei olhando aquela lâmpada incandescente até meus olhos doerem e quase ficar cego.
Não conseguia ouvir nada.... Impressionante mas nenhum som entrava nos meus ouvidos.
Só o do vento passando pelas folhas e pedindo silêncio na rua.

A janela que bateu com muita força na parede do outro quarto me trouxe de volta daquela viagem e levantei de sobressalto, já decidido a colocar os tênis e o casaco mais pesado.
Sem ter muita certeza eu sai pra rua da mesma forma que entrei em casa. Displicente, barulhento e indiferente.
Aquele vento gelado no rosto, meu casaco verde favorito ondulando no ar em movimento.
A forma como a luz dos postes parecia se desfiar em raios alaranjados e as folhas secas rolando pelo chão com aquele vento que retorcia os galhos e assustava os cachorros.
Jesus bem ali na esquina, mendigando como todas as noites. Maltrapilho e com um colchão nos braços, salvo do frio por uma parede, sua unica salvação naquela noite.

Apostei corrida comigo mesmo até o ponto de onibus e perdi. Perdi o fôlego e algum resquicio de razão que ainda me tinha restado.
A cabeça tão cheia de razões que eu desconhecia, cercada de idéias e eu aqui, me sentindo uma peça de museu, ultrapassado homem antigo do século passado. Com meus sapatos cansados e meu hálito de vodka.

Desde um tempo que antecede a existencia, a luz e a sombra, o certo e o errado, uma treva e um clarão.
Vivem num equilibrio ciclico, se enfrentando dentro da minha mente noite e dia.
Numa batalha tão complexa como o nascimento e a morte de uma estrela.
Onde não há lado bom nem lado mau, apenas o lado que estamos nesse momento. Ora um, ora outro.
Essa batalha que em dado momento na história desse universo que vivemos, ocorreu entre um tigre e um dragão, esse momento que foi eternizado na minha pele, com tinta preta e agulha prata.
Em sombra e luz, essa batalha sem vencedor, sem perdedor, cujo único sentido de existir é o fato de que é necessária pra que a vida continue.
Todo inicio precisa ter sido um fim antes de novamente começar e assim, nesse ciclo ininterrupto como se fosse energia gerando energia e força gerando ação, ação gerando reação.
O momento que precede o impacto, é o de maior paz. Como quando me joguei do segundo andar, pra ver se ainda sabia voar e, me doeu mais saber que minhas asas não estavam lá, do que bater a cara no concreto.
Sai vivo, por obvio, ileso até, mas a que custo? Abri mão daquilo que me faz ser quem sou, pra ser alguém que gostaria.

No onibus que rumava em direção ao leste, vi as ruas e as arvores passarem. Vez que outra alguem sem pescoço com os ombros grudados na própria face e as mãos no bolso passava rápido como uma bala pela janela.
Esse frio e esse escuro da noite me protegiam e garantiam a solidão necessária pra se pensar. Havia muito o que considerar.

O sexo vendido nas esquinas não me atraía. Nem as luzes de um bar. Nem o conteudo de suas garrafas solitárias na prateleira.

Caminhei pensando no que tinha dito a tarde pra uma conhecida. Sobre a dúvida e a certeza.
Citei um trabalho de conclusão que fiz no seminário.

Mas.. isso já é historia pra outra hora.
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Conclusão obvia

segunda-feira, 29 de junho de 2009 by AlphaMale
ninguém ...
nem mesmo os Deuses que no Olimpo residiam.
Nem mesmo eles agradavam aos gregos e aos troianos.
Nenhum de nós consegue sequer ser neutro.

Tenta fazer algo se conciliar e no fim quem se ferra, és tu mesmo, imbecil criatura.

Nessas horas, a conclusão é mais que obvia.
Eu tenho mais....


Tenho mais que me fuder mesmo.
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